O fim?...



E como se não fosse possível perceber
Ela sorriu.
Sorriu, mas a tristeza era enorme dentro de si.
Tinha perdido novamente 
a pessoa que amou pela segunda vez em sua vida.
Talvez fosse mentira, mas ela era ela perto dele.
Sorria sem parar, vivia sem pensar...
Mas não tinha o que fazer...
Ela não podia ficar com ele...
Talvez não fossem felizes juntos... ou talvez sim...
Mas ela não era muito de arriscar...
Trocar o certo pelo duvidoso...
Mas queria ele...
Queria ele e o seu mode de irritá-la...
Queria ele não importassem as circunstâncias...
Mas ele quis outra...
Afinal, ela nunca disse que o amava...
Mesmo sabendo que esse sentimento fosse recíproco.
Ela... Ah...
Ah, como ela sorriu.
Sorriu porque chorar não adiantaria dessa vez. Não com ele.
Ele era duro e frio... Mas era palhaço. Seu palhaço.
Não mais seu...
Como o lugar onde tudo começou...
Não era mais deles.
Agora era dele e de outra.
Ele não preservou...
Já ela... Ah, ela nunca mais levaria alguém àquele lugar mágico.
Ela manteve aquele lugar como um santuário. Um lugar único.
Na mente dela só eles iriam lá....
Ah... Como ela sofre com a falta dele.
Se pudesse apenas conversar com ele novamente.
Mas sua meta era se afastar... Não se importar.
Como se fosse possível um amor assim se acabar...

Palhaço...



Ela não sabe o que ele tem que a faz transbordar de alegria...
Ele a estressa tanto.. Mas é só ele sorrir
e ela amolece como uma manteiga fora da geladeira.
Ela nunca vai entender como isso pôde acontecer.
Ele chegou certo no momento errado.
Mas nada a fazia tão bem.
Ela, todos os dias, desejava deitar em seu peito
e respirar seu cheiro de maçã caramelada
Ouvir as batidas de seu coração
e fazer com que o dela seguisse seu ritmo.
Ela amava aquilo...
Amava aquela pele branca com pontinhos pretos em todos os lugares.
E amava beijar cada um deles.
Amava aquele sorriso enorme de palhaço...
Ele era um palhaço.
O palhaço dela.
Fazia com que a vida dela se colorisse.
Todos os dias o cinza de seu céu sumia
apenas por olhar no fundo daqueles olhos cor de mel.
Ele não era tudo... Mas não era nada.
Ele só era ele. E era dela...
Pelo menos a parte que a irritava tanto.
Mas essa irritação se seguia de um sorriso que só ele conseguia lhe tirar.

Ineficiente...



  Naquele momento o tudo era um nada...
A chuva caía em cima de seus cabelos avermelhados
levando a alegria de sua alma até o buraco mais próximo...
Assim que ela se sentia... Em um buraco.
Um buraco vazio, escuro e sombrio...
Talvez ela até gostasse daquilo.
Dessa dor dilacerante... Dessa dúvida.
Mas naquele momento um abraço e um sorriso
seriam a melhor coisa do mundo.
"...menina boba." Ela pensara.
E isso a fez dar um sorriso meio amargo que veio de seus pensamentos.
Cada passo que ela dava era mais uma enxurrada de emoções
que se passavam pelo seu corpo em forma de arrepios.
Ela olhava para um... Sorria para outro... Beijava um... Amava outro...
Mas no final de tudo ela sabia o que iria acontecer.
Ela acabaria morrendo da pior forma de todas.
Com dor... Um apontada de dor à cada último segundo de sua vida.
E ela sorria por isso. Sentia que merecia tudo.
Tudo de ruim que a vida deveria lhe dar.
Talvez ela estivesse errada... Mas não queria pensar.
Já estava cansada...
Cansada de seus choros, de suas mentiras,
de suas raivas e de suas loucuras.
Cansada desse seu amor
que ela tem tanto pra dar, mas nunca soube como.

Um alguém...



Não sei o que me dar.
Não sei o que acontece dentro de mim.
Nem sei como explicar...
Não tem como explicar...
Esse impulso inesperado...
Essa vontade inevitável...
Esse calor...
Resistir é impossível.
Resistir nem ao menos é uma opção.
Então eu em entrego.
Eu tenho que me entregar.
Me jogo nesse mundo novo.
Onde tudo é doce.
Onde tudo é mais gostoso
Onde o rei é um pedaço de chocolate branco...
Ah...
Essa pele branca... Alva... Pura.
Uma pura sedução irradiavel...
De um brilho intenso...
De um calor único.
Com um rosto perfeito para me completar.
Um rosto límpido.
Com olhos cor de mel.
Que mantém sua alma fechada.
Uma alma que eu sei que é minha.
Uma alma que pode se juntar a minha.
Uma alma que faz com que a minha se sobressalte.
Uma boca rosada... Doce...Quente.
Que se envolve num sorriso belo.
Que me faz sorrir e sentir.
E com um beijo
faz com que cada pêlo do meu corpo se arrepie.
Um beijo que me tira o fôlego
Que me enche de esperanças
Que me enche de desejo...
Um beijo seguido de um toque suave.
Um toque que vai descendo e me apertando.
Que vai fazendo meu corpo se entregar.
E eu tento fazer com que meu cérebro
controle meu corpo e seus impulsos.
Mas meu corpo quer o controle
E quer mais esse fervor... Esse tesão.
Tudo isso causado por um.
Apenas um.
Que eu desejo ardentemente.
Um que me cobre com toda a sua paixão e seu domínio.
E não dá pra negar.
Eu amo sentir isso... 

Verdade...

  



Ela não sabe...ou talvez saiba tanto que não quer admitir.
Porque a verdade dói e para ela dói mais ainda à cada dia que passa.
Afinal, ela não é a melhor pessoa do mundo...
Na verdade pode ser considerada uma das piores. Por quê?
Porque ela se faz sofrer fazendo os outros sofrerem.
Sem querer? Sim... Não... Talvez
E é esse talvez que a mata.
Porque no fundo ela sabe. Sabe e não quer admitir.
Não quer se entregar a verdade.
E isso a mata.
Amata aos poucos e ela não sente. Não sabe.
Não quer acreditar...ou talvez ela queira morrer.
Mas não morrer de angústia e de dor.
Ela só quer sumir.
Sumir e pronto.
Mas o seu querer é impossível...
Não é inevitável... Mas não é possível.
Não quando ela tem gente pra amar.
Gente essa que a faz tão feliz.
Mas é uma felicidade tão imprevisível.
É um vai e vem.
Um encontro de desencontro.
Uma enganação.
Ah... Aí bate a verdade.
E ela não quer pensar.
Não quer sentir.
Não quer nem ao menos falar sobre isso.
Porque dói. Dói tanto que suas mentiras são o que a fazem sorrir todos os dias.