A perfeita imperfeição...




"Ela sempre para pra pensar...
Mesmo depois de seus atos impulsivos...
Ela é extremamente quieta e calada...
Mas faz de tudo para ser gentil e divertida...
Menina doce e bruta...
Gosta de ser maltratada mas ama carinho à cima de tudo...
Determina só que sua fraqueza vence tudo e lhe traz barreiras altas demais que a decepcionam e a fazem perder a esperança nos seus atos futuros...
Medrosa, mas sabe deixar seu medo de lado e dar coragem para o próximo...
Mas ela é um bebê... Um mulher por dentro... Uma mulher escondida, pois é frágil demais para sair.
Ela é seu próprio pesadelo, pois não quer deixar fluir seus detalhes mais preciosos; suas vontades e seus sonhos; seu jeito verdadeiro...
Pequena por fora e enorme por dentro...
Ela não deixa transparecer o quão colossal é a sua força e sua determinação...
Ela sabe das coisas, mas pros outros ela é tão ignorante que se esconde debaixo de suas pequenas palavras sinceras...
Mas ela é divertida, boba, esperta, esforçada e tudo de bom que você fizer ela irá retribuir...
E o mundo é feliz quando ela sorri...
Já disseram que seu sorriso bonito demais para ficar apagado...
Menina mulher... Baixinha marrenta... Pequena e gigante...
Ela quer ser perfeita, mas toda essa perfeição se toda imperfeita, pois é assim que ela deve ser..."

Olhar amável...



“Ela sorriu...
Sorriu devido ao olhar que sempre a fixava de um jeito extremo
Mas ela sempre virava o rosto e dava um sorriso
Ela não aguentava todo aquele tremor dentro de si.
Ele tinha um olhar encantador e sedutor.
Um olhar que era difícil de ler
Mas para ela, ele demonstrava sem nenhuma dificuldade tudo o que sentia.
Ela sorria sem parar.
Era esse efeito que ele tinha sobre ela.
Ela era feliz ao seu lado
E quando a distância batia, ela sabia o que fazer...
Olhava sua foto sem parar...
Instantaneamente... Involuntariamente...
Isso a fazia feliz pelo resto do dia.
Mas o seu olhar pessoalmente era o que a matava de felicidade.
Ela não aguentava olhar por muito tempo, porque ele poderia saber o que se passava em sua mente e até em seu coração.
Mas ela amava aquela alma que saía de seus olhos e ia até ela com calma e paz.
E era sempre um olhar carregado de um sorriso sincero e alegre.
Ela não podia mais se livrar...
Gostava dele...
Gostava de sua voz alta...
De sua risada exagerada...
De seu olhar brilhante...
Do seu sorriso com carinho...
E ele sabia disso. Podia sentir. Nem precisava falar.
E isso a fazia feliz.
Então... Apenas decidiu deixar sua alma caminhar ao redor da dele.”

Sentimento aflorado...




“Ela quieta demais enquanto ele não parava de falar e rir.
Ela o olhava com uma carinha inocente, enquanto ele apenas sorria contando suas histórias...
O clima tava gostoso, o dia tava nublado. O sol ameno e nenhum frio a espreita.
Eles caminharam algum tempo e pararam em uma espécie de jardim.
Ela olhou em volta e sorriu.
Amava ir a esses lugares para não fazer nada..
Apenas, quem sabe, olhar para o céu cinzento e ouvir os pássaros.
Mas aquele dia estava fora do comum...
Ela olhou o céu e o ouviu falar.
Percebeu que amava a sua voz.
Amava a sua risada.
Amava o seu jeito louco de lidar com as coisas.
Ela passou o tempo todo calada, até então que se calou e ela subitamente olhou-o fazendo uma feição de dúvida. De o por quê ele teria parado de falar.
Ele apenas sorriu.. Ela amou aquilo.
E finalmente sua voz foi ouvida por ele.
Ele ficou feliz.
A ouviu. A fez sorrir.
E que sorriso lindo ela possuía para deixar apagado na maior parte do tempo.
Conversaram, sorriram, ouviram os pássaros e fizeram de tudo para não dormirem naquela graminha embaixo de um coqueiro.
Mas se tornou impossível...
Ela sentiu carinhos em seus cabelos... O cafuné mais gostoso que havia sentido.
Sorriu e permitiu que continuasse.
Ali, deitados na grama...
Ela em seu colo e ele encostado na árvore.
Enquanto ele falava e lhe dava cafuné, ela sorria e ficara feliz apenas por estar ali.
E envolta nada mais existia além de um sentimento sendo aflorado.”