10° - Lembrança...


  
  E ela acorda com a sensação de feriado e lembra que nesses dias era dia de vê-lo e passar a tarde toda ao seu lado. Ela sorriu ao lembrar das cenas. Sorrisos no meio das implicâncias e das brincadeiras bobas que só eles entendiam. Sentiu saudade.

- Bom dia, bebê.
- Oi? Quem fala?
- Bom dia meu bebê.
- Oi?

  Ela desejou que fosse ele, mas a voz não parecia ser a mesma. Mas vai saber, ela não escutava a voz dele a muito tempo, então era irreconhecível. A fez bem? Digamos que a fez lacrimejar.

  Ela resolveu se levantar. Cansou de ficar na cama, deitada, olhando para o teto. Sorriu. Tinha mais um dia tedioso pela frente. Era véspera de feriado e mesmo assim não teria aula.

  Saiu do quarto e percebeu que estava frio demais para seu corpo tão frágil. Ela voltou para a cama com rapidez, se cobriu e abraçou seu ursinho. Ela o desejou mais uma vez após tanto tempo sem nem pensar nele. Sua expressão se tornou solitária. Ela quis dormir mais uma vez para acordar e começar seu dia bem.

  Ela conseguiu? Não se sabe. Ela só ficou deitada olhando para a direção da parede e lembrando de como ele era quente nessas manhãs frias demais para ela.

9° - Amizade?



E tudo começou com uma amizade.
Nada de beijos nem afagos. Carinhos? Sempre!
Os melhores abraços, sabia?
Durante um longo tempo tinha isso. Abraços e carinhos.
Aquilo era uma amizade muito forte.
Mas o tempo foi muito longo que todo esse carinho aumentou.
Afagos e afagos. Abraços e mais carinho.
Ele exigia e ela também.
Aquilo era amizade? Não se sabia, até o primeiro ciúme.
Amor? Ela negava. Sempre negou desde o começo.
Até que um dia...
Um beijo repentino no escuro de um quarto, numa cama quente e macia... Ela se afastou, sorriu e não desejou mais nada.
Respiração... A dele? A dos dois.
Ela se aproximava, era involuntário. Quem pedia isso?
Seu coração, sua alma e seu desejo mais profundo.
O que aconteceu? Ela se entregou.
E depois? Depois era impossível parar.
Isso já faz um tempo.
E hoje? Hoje acontece a mesma coisa sempre que eles estão juntos.
Respiração. Aproximação. Beijos. Abraços e carinhos.
Como isso tudo se chama?
Amizade.

8° - Distância do amor...


  
  Ela tinha colocado isso como meta de vida mesmo que soubesse que era complicado se livrar desse jeito carente e amada.

  Longe dele a sua meta continuava seguindo como todo o combinado desde o começo de um término doloroso. Ela só decidiu não se apaixonar mais. Saberia que não daria certo.

 Mas ela é rápida. Ela necessita de amor, de carinho e de alguém que lhe faça sorrir. Ele foi mais um? Não digamos assim, digamos que foi repentino. Mas ela não sabia se era paixão ou se simplesmente ele estava ocupando o lugar daquele que tinha deixado-a.

  Ela só não queria se apaixonar mesmo que já sentisse algo. Ela desprezava totalmente. Deixava de lado. Esquecia. Fingia tudo. Era fria do jeito que decidiu ser.

  Ela sabia que nada daria certo. Seria problemas demais. E o sue orgulho de menina mais velha não a deixava mostrar para todos essa sensação boa que ele a fazia sentir.

  Se ela é feliz ao lado dele? Ela não é feliz desde o começo daquele término. Ela só é alegre porque a fazem sorrir. Simples? É, assim mesmo.

- Lua?
-Oi.
- Posso amar você?
- Tente a sorte.

Ela nunca quis magoá-lo e não quer. Mas a frieza possui seu corpo e ela quer distância de paixões e de decaídas para esses amores. Esse é o desejo dela? Com toda a certeza. Ela está bem do jeito que está.

7° - Inesperado...



  Já era tarde para ela, mesmo sendo cedo demais. Era 16:30 de tarde e Lua saía da maldita palestra bem estressante.

- Alô, Lua?
- Oi.
- Já está indo embora?
- Já sim, por que?
- Passa aqui, pode ser?
- Passo sim.

  Sua animação não era das melhores, só que ela nunca consegue recusar um pedido sequer de seus amigos.

  Como sempre ela atravessou a rua, abriu o portão e com toda a monotonia, subiu as escadas, sem olhar para nada e vagarosamente em um silencia profundo.

  Por um susto exercido por ela mesma vê-se balões vermelhos, pessoas demais na sala, cartazes e sua “galerinha do mal”.

Surpresa!

Não se tinha reação apenas abraços e parabéns aqui e ali. Ela sorriu... Descobriu, então, que era uma festa, a sua festa.

- Leu os cartazes, menina desatenta?
- Não...

  Palavras lindas escritas desde o começo da escada. Ela chorou, e sem querer seu coração deu uma batida forte demais em seu peito que a fez respirar tão profundamente.

  Pequenos, simples e maravilhosos presentes. Uma carta. Frases. Bolo. O mais importante... Seus amigos.

- Sabia que o sorriso da lua é lindo?
- Não...
- Fique sabendo, Lua.

  Ela sorriu, era preciso, e desejou que não acabasse.

- Obrigada..

Todos sorriram. Foi a primeira vez que de algo tão maravilhoso. Pois é, hoje ela tem a certeza de que é importante para eles.

6° - Pensamentos involuntários...


  
  E ela quase dormia numa maldita palestra que falava do seu assunto favorito. Ela abaixou a cabeça quase a dormir e lembrou do ser que fora dono dos seus sorrisos mais encantadores.

   Ela não sabia se sorria ouse ficava triste de vez para poder ir embora daquela sala que deixava-a com sono.

- Não dorme, Lua!

 Um ser, de apelido engraçado, deu uma cotovelada nela que a fez pular da cadeira.

- Foi mal.

  Ela estava sonolenta demais, mesmo com as variedades de assuntos que se passavam em sua mente. Um deles era sobre a palestra de seu técnico e tinha outro pensamento que invadiu a sua mente sem querer nada de bom. Era “ele”, aquele de seu passado cheio de sorrisos.

  Se dispersou e resolveu prestar atenção na maldita palestra.

5° - Melhor abraço...


  
   Ela chegou sem esperar nada nem ninguém, mesmo que seu coração a quisesse feliz e cheia de desejos para o seu dia. Abraçou uns aqui, deu bom dia aos outros ali, sentou-se delicadamente, passando mal ainda, e falou com seu melhor amigo.

  Seu coração fez com que ela esperasse algo dele, mas nada aconteceu. Até que então ele, o menino mais alto que ela, de olhos profundos, rosto de bebê e olhos bem escuros, se aproximou dela e a puxou.

  Ele a abraçou, e foi um abraço tão forte e tão bom que ela desejou, pela primeira vez naquela manhã, mão soltá-lo por um bom tempo.

- Parabéns!

  Ela sorriu o seu melhor sorriso daquela manhã.

- Obrigada...

4° - Pequeno e mágico sorriso...


  
  Nada mudou desde às 00:00 horas quando recebeu um SMS de feliz aniversário. Ela sorriu, mas para ela, parecia algo bem comum.

  Olhou para os céus e agradeceu a Deus por mais uma noite de sono, por mais uma amanhã e orou pelo seu dia que começava a acontecer.

Sorriu...

  Recebeu o primeiro abraço às 06:09 da manhã.

-- Parabéns!

  E uma menina de pele morena, boca carnuda e olhos mais escuros que o abismo mais profundo existente a abraçou forte demais.

-- Obrigada.

  Ela agradeceu e deu um sorriso de leve sem deixar nenhum vestígio de alegria...

3° - Sem desejos...



   E hoje ela acordou sem imaginar, querer ou simplesmente pensar em algo. Acordou como se fosse um dia mais monótono que o normal.
  
   Não tinha sono mesmo que tivesse dormido tarde por uma boa causa, de acordo com ela.

   Tinha sonhado? Tinha sim, só não se lembrava o que era exatamente ou simplesmente quem estava em tais momentos de algo surreal demais para acreditar.
  
   Mas acordou lembrando do passado recente aonde sorrisos eram raridade e essa realidade toda era algo mágico demais para fadas, duendes e princesas estarem presentes.
  
   Se arrumou e foi. Às 05:40 da manhã saindo de casa rumo a um dia de alegrias, tristezas e dúvidas infinitas.

2° - Com sorrisos...



  - O para sempre é inexistente! 

  Dizia assim aquele menina de olhos castanhos, cabelos vermelhos e enrolados demais para se tornarem molas.

  Ela não sabia o motivo de estar falando aquilo, mas sentia de uma forma tão dolorosa que chegava a machucar todos ao seu redor.

  Então ela parou nesse pequeno momento nostálgico e desejou sentir cócegas para poder sorrir.

  - Obrigada 

  Agradeceu assim á aquele que a mais faz sorrir.

1° - Pequenos, simples e os melhores...



   ... E são esses pequenos momentos que fazem a diferença.
     Um SMS a fez sorrir às 06:20 da manhã mesmo que não tenha a acordado.
  
     Ela passava mal desde a hora em que estava acordada e só precisava de um abraço dele, nem que fosse de longe, nem que ele falasse “quero te abraçar” e ela sentisse, nem que ele ligasse.

  Hoje é dia 25/04/2012 e ela desejou, ao acordar, que amanhã ele ao menos lembrasse qual dia é, e o que representou para eles.
   
   Amanhã faria 9 meses de uma longa promessa curta demais para ele lembrar. Mas adivinha o que seria e aconteceria no dia seguinte (27/04/2012)? Mais nove meses de sorrisos que ele estaria proporcionando a ela. Ela era feliz, sabia?
  
    Mas pode-se dizer que ela não é infeliz, só não tem ele. Pode-se, também, afirmar que ela ainda tem amor e coração.
  Ambos são apenas dele.

Lentamente...



Eu ainda não entendo o motivo de tanto querer.
Não consigo entender o motivo de querer proteger a toda custa.
Não consigo ligar um desejo profundo a um amor renegado.
E ainda não sei a razão pela qual eu me dou tanto a vocês.

Eu nunca sou retribuída de um jeito preciso.
Como nunca vi um sacrifício sendo feito.
Eu nunca pedi demais, sabiam?
Só pedi que me dessem o sentimento mais profundo existente.

Não pedi solidão, por isso recorri a vocês.
Não pedi tristeza, mas é o que vocês teem me causado.
Não pedi um amor para toda a vida...
Pedi apenas vocês e uma amizade eterna.

Por isso me dou por inteiro.
Por isso gosto de proteger.
Por isso eu me importo e cuido.
Por isso meu coração sofre.

Eu queria poder parar de me importar.
Queria poder parar de amar.
Queria poder ser rude e ignorar.
Queria deixar pra lá e ser sozinha.

Mas ao contrário de muitos os amigos são os mais importantes.
Eu, jamais, trocaria algo ou alguém por vocês.
Pelo contrário. Eu vivo por e para vocês.

Vocês poderiam perceber isso.
Poderiam começar a se importar.
Poderiam começar a viver essa amizade que eu vos dou.

Mas, enquanto isso não acontece, eu me vou indo do jeito que dá.
Não parei de sofrer como também não deixei de mostrar meu sorriso.
E que assim seja até a morte interior se tornar exterior.

Proteção...



E foi quando você abaixou a cabeça que meu coração me fez parar de respirar...

Eu acabei me desligando de tudo e fiquei a te observar.
Rosto aflito. Hormônios à flor da pele. Lágrimas quase pulando dos olhos.

Então eu desejei...

Desejei que nada de mal lhe acontecesse.. Nunca!
Desejei que Deus perdoasse você.
Desejei que Deus te desse forças para agüentar todas essas barreiras da vida.

Eu só não desejei que ele te desse um anjo porque esse cargo já é meu.
Eu, então, apenas sorri, abaixei a minha cabeça e voltei a olhar para você.
Você não estava bem, eu sabia disso.

Você, em seu coração e em sua mente, desejava aquele ser á quilômetros de distância de você.

Você pediu, também, para que aqueles dois ao seu lado parassem de ser tão rudes e te deixassem sorrir.
Eu abracei seu coração e desejei tirar toda a sua angústia.
Sei que nada é impossível mas tem muitas coisas improváveis de acontecer.

Mas, se a qualquer momento você quiser essas coisas improváveis acontecerem pode contar comigo.

Já te disse, não disse?

E mesmo que nada pareça verdadeiro eu estarei de pé, firme e esperando tudo o que estiver vindo para te atingir.
Estarei ali para ser seu escudo. Sua arma e sua proteção.

(J.S.)